Agências de Comunicação 1.0
Lembra da seleção brasileira de futebol? Sim, da teimosia do ex-técnico em manter um time “tradicional”, apenas confiando em peças já manjadas em uma partida de xadrez? Deu no que deu, poderia ter dado o xeque-mate com peão.
Um breve relato.
A agência estagnou. Ela se mantém só com o nome.
Zé
Nas segundas e quartas me dedico a cursos de aperfeiçoamento, coisas como programação, padrões web e ferramentas que todo dia mudam nesse competitivo mercado para quem trabalha na área. O intervalo do curso é uma grande festa, cada um quer contar casos de trabalho, experiências vividas e pequenos relatos. Não posso deixar passar batido uma prosa que sempre tenho com um colega, sobre as agências de publicidade.
Talvez seja antiquado o termo “agência de publicidade”, com toda gama de ferramentas e transformações no setor de comunicação nos últimos anos, restringir uma agência apenas com os meios de comunicação de massa, na qual quase não existe interação com seu público.
Não é novidade para ninguém, conhecemos vários casos de agências ou empresas que estão na idade da pedra. Mas certas coisas nos deixam intrigados, em pleno século XXI. Ele trabalha em uma agência de nome aqui em BH. Vamos chama-lá de “Agência AAREIS” só para dar nome aos personagens, aproveito para apelidar o meu colega também; “Zé”.
O “Zé” trabalha a dois anos na “Agência AAREIS”, tempo suficiente para saber as malícias e destrezas do seu ambiente de trabalho, portanto, o “Zé” não se conforma com a gestão e da empresa.
É prazos em cima da hora, trabalho e mais trabalho sem nenhuma hora extra ou banco de horas. “Cara lá não tem setor web, acredita? A agência tem potencial para isso, mas só pensa em custo e não em investimento, nesse caso, terceirizam e não podem reclamar muito sobre o trabalho terceirizado.” – relata Zé.
Sabemos que prazos na área de comunicação são curtíssimos, o tempo parece passar na velocidade da luz e o trabalho não para; mas e as outras atividades ao longo da vida? Para entender exatamente o que quero dizer sobre isso, lembrei do post “Publicitário não é robô” (vale a leitura) do blog chmkt.com.br. (Se possível, leia antes de prosseguir).
A questão que quero abordar não é o fator trabalhar muito, isso é normal, um pouco de planejamento no seu tempo ajuda na organização do trabalho; a questão é “o para no tempo”.
Um breve diálogo:
- A agência estagnou. Ela se mantém só com o nome. Nenhuma palestra, cursos, novas idéias e investimento em novas mídias. Só aquele feijão com arroz dos meios de comunicação de massa.
- Mas o site da agência não passa essa idéia, pelo menos no que se encontra lá. – contestei (talvez essa seja uma visão equivocada que fazemos de qualquer empresa. Julgá-la pelo site. Se ele for bom a empresa é boa, se ele for ruim, a empresa é ruim).
- Sim, mas fazer comunicação com um público 2.0 não é apenas ter uma conta no twitter, facebook, um perfil de fotos no flickr e ter um blog. É preciso pensar e realizar ações que realmente dêem resultados positivos.
A agência é igual ao Titanic. Aquele tanto de gente perdida esperando o barco afundar.
Zé
Abordar mudanças e acompanhamentos tecnológicos não deveria ser pauta de nenhum post, já se espera que todas essas transformações sejam acompanhadas (pelo menos na teoria) por toda agência de comunicação. O que mais me deixa perplexo são os casos contados por Zé, entre a gestão e funcionários. Mas o que acontece lá, deixo a cargo da sua imaginação. Se não é bonito ficar comentando essas coisas com seus amigos, imagine na internet.
Abaixo uma imagem como homenagem ao caso.

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