Oasis: Comunidade Novo Lajedo
O jogo
O projeto Oasis não é aquele trabalho de sair de local em local levando mantimentos, roupas, brinquedos e afeto para pessoas carentes. Não que isso não tenha importância, mas a idéia é totalmente diferente. O projeto está além de doar um pouco, ele abrange as barreiras do sentimento de solidariedade, pois além de ter um espírito solidário, o voluntário é desafiado a por a mão na massa; pintar, plantar, cimentar, consertar, cantar, brincar e mais alguma habilidade que ele possua.
O Oasis é transformar o mundo brincando! Seguindo tal filosofia o jogo se espelha em três pilares: as ações devem acontecer de forma divertida, rápida e sem colocar a mão no bolso, sendo assim todos os recursos, materiais de mão de obra utilizada nos dias do “Mão na Massa” são captados em forma de doações.
É a segunda vez que participo da edição do Oasis e senti a necessidade de escrever sobre. Mas antes de contar desse trabalho, vou contar um pouco da experiência do Oasis passado.
Oasis: Escola Estadual Engenheiro Prado Lopes
O primeiro Oasis é igual a primeira namorada, a gente nunca esquece. Ah é? A gente nunca esquece a primeira namorada? Acho melhor deixa isso pra lá…
O desafio desse trabalho era deixar a escola mais bonita, claro. Tem muitas escolas estaduais que precisam ficar bonitas, mas essa era especial. O grupo pintou salas, reformou um banheiro que estava praticamente inutilizável, fez um jardim muito bacana, uma quadra de esportes para as crianças brincar a vontade e junto com isso tudo, muita alegria nos dois dias de “Mão na Massa”. Eu fiquei no grupo da pintura, o que foi divertidíssimo, afinal a conceito do projeto é esse: realizar sonhos de forma prazeirosa.
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Oasis: Comunidade do Novo Lajedo
A comunidade do Novo Lajedo fica situada às margens da rodovia MG-20, que liga o município de Belo Horizonte ao Município de Santa Luzia, entre os bairros Ribeiro de Abreu e Lajedo.
Residem atualmente um total aproximado de 1000 famílias. São homens, mulheres e crianças que buscam a melhor condição de vida possível para construírem suas vidas.
Fonte: oasisanima.ning.com
Café Comunitário (06/11/2011)
O café comunitário é feito para apresentar a comunidade e todo o projeto a ser desenvolvido. Como funciona e definição de estratégias. É o local para conhecer as pessoas, formar os grupos de trabalho, planejar e fazer o levantamento de todo material que será necessário para construir os sonhos.
Porém a parte mais divertida do Café são as brincadeiras, dinâmicas e danças coreografadas, uma festa só!
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Planejadas as estratégias no Café Comunitário, para o Oasis na Comunidade do Novo Lajedo, foi levantada uma lista de material para a construção de um Centro de Lazer para a comunidade; pregos, grama, cimento, areia, traves, redes, brinquedos, etc. e em apenas duas semanas conseguimos tudo o que precisamos para a construção dos sonhos. Um campinho de futebol, um parquinho para as crianças e uma praça para todos dos moradores.
A galera estava bem empenhada e animada. Nas redes sociais, foi uma enxurrada de mensagens dos “Oasianos” convidando os amigos, os parentes, publicando sobre as conquistas de cada recurso captado e aguardando o grande dia: O “Mão na Massa”.
Mão na massa (19/11/2011)
06h40 – A chave gira na ignição do carro. O portão da garagem abre e em segundos fecha. Direita, segunda a direita, primeira esquerda e esquerda novamente, pausa para a carona da turma que aguardava. Adiante, pausa para o café na padaria mais próxima. A chuva que fazia o para-brisa se movimentar na velocidade mediana não inibiu a animação e o bate-papo até chegar na comunidade do Novo Lajedo.
09h – A entrada por uma rua estreita de terra, na qual passa um carro por vez, logo dava visão a um grande terreno. Duas traves de madeira velha ditavam que ali era o local de diversão dos moradores, das crianças, da galera. A grama baixa e falha decorava o cenário que se transformaria em um centro de lazer em apenas dois dias.
09h35 – Após a chegada do ônibus que transportava o grupo responsável por transformar aquele local e o reconhecimento do terreno, era hora da primeira roda de reunião. Conhecer os integrantes, os grupos, as pessoas responsáveis por cada tarefa, parte fundamental para o bom andamento de todo o trabalho.
11h – O campinho de futebol, sonho no qual eu escolhi para trabalhar, deu trabalho até a hora de colocar a mão na massa. O grupo se viu em uma área onde tivemos que fazer as medidas exatas antes de sair furando buraco, carregar tora de madeira e virar concreto. Todo planejamento foi feito em parceria com os demais grupos, pois as demais áreas, parquinho e área de lazer dependiam da divisão da área total a ser utilizada pelo campinho. E finalmente depois de tantas estacas de madeira fincadas e retiradas de um local para o outro, barbantes cortados e rabiscados, a área do futuro Maracanã daquelas crianças estava definida.
12h20 – Como todo digno campo de futebol, o da comunidade também era digno de um alambrado. Agora sim, mão na massa. Pás, enxadas, cavadeiras e colheres de pedreiro passaram de coadjuvantes a atores principais. Aí meu amigo, era perna e braço para dar o ajuste final a cada quadro.
13h25 – Pausa para o almoço.
15h – É claro que São Pedro honrou a época do ano. Com toda a licença a Axl Rose, trabalhamos “In the cold november rain (na chuva fria de novembro)”. Tudo bem, foi passageira, coisa de 15 minutos no máximo, mas suficiente para fazer aquela lambança em nossos calçados e molhar a marca Oasis nas camisas brancas, verdes e roxas que desfilavam em cada integrante dos grupos.
17h – Hora da segunda roda de reunião e brincadeiras para apresentar o que cada grupo produziu naquele dia. O parquinho estava praticamente pronto, o campinho também já tomava sua forma, mesmo sem traves, sem marcações e sem bola de futebol. As toras de madeiras fincadas em cada tubulão de 20 a 30 cm já davam sinal que ali estava planejado uma grande final de campeonato.
17h25 – Chuva, barro e crianças usufruindo do pouco que já possuíam. Uma bola amarela corria no meio da grama falha.
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Fotos: Isabela Carrari, Ânima Educação.
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Mão na massa (20/11/2011)
06h40 - A chave gira na ignição do carro. O portão da garagem abre e em segundos fecha. Direita, segunda a direita, primeira esquerda e esquerda novamente, pausa para a carona da turma que aguardava. Adiante, pausa para o café na padaria mais próxima. Tempo bom, um sol radiante durante todo o dia, ótimo para o trabalho braçal e traiçoeiro para quem não passou protetor solar. Termino o dia com insolação, todo ardendo, fora as mãos cheias de calos. Sucesso total!
09h – A entrada por uma rua estreita de terra, na qual passa um carro por vez, logo dava visão a um centro de lazer em construção. Estacas fincadas no chão, alguns brinquedos tímidos no parquinho ao lado, mesinhas sem cor e sem vida completavam a paisagem. Sinal que naquele dia muita coisa ainda estava por fazer.
A primeira tarefa do dia, foi buscar uma betoneira na casa de um morador da comunidade. Ela foi peça fundamental durante todo o dia, pois todos os grupos dependiam de concreto para terminar cada trabalho que começou no sábado. Subimos de kombi até o local onde estava a máquina, chegando lá, surpresa, ela não cabia dentro do carro e pesava uns 200 kg, a solução foi empurrar a betoneira na mão meu amigo, por um trajeto de mais ou menos 1 km.
11h – Nosso Maracanã não tinha alambrado e nem trave. Era hora de pegar no pesado e dar aquele gás para terminá-lo, afinal estávamos ao fator tempo, até as 16h30 tudo tinha que estar pronto. Enquanto do outro lado da trave, brinquedos, banquinhos e mesas começavam a ficar coloridos. Orgulho dessa turma do parquinho!
13h – Uma parte do alambrado finalmente estava concretada no lugar, para que o mesmo não pegasse o primeiro vôo ao chute certeiro do camisa 10 do time “Novo Lajedo Futebol Clube”. As coisas estavam indo bem, até notarmos um certo descuido de todos os grupos. Mas antes disso, pausa para o rango.
15h – Com todo esse relato até agora, parece que tudo foi a mil maravilhas. Estava divertidíssimo, todo mundo feliz e se ajudando, mas, até mesmo no Oasis tem problemas meu colega. O tempo. Sim, descuidar do tempo é deixar sonhos pela metade e ninguém ali estava disposto a isto. São apenas dois dias para fazer o que parece ser impossível. Raciocine comigo: uma pracinha, um parquinho e um campinho de futebol em um final de semana é missão para ninjas, ou seja, para “Oasianos”.
O gargalo estava no concreto. Era ele que daria o acabamento nos serviços de todos os grupos, tínhamos apenas uma betoneira e os recursos, tais como brita e areia, tínhamos que buscar em uma distância não tão confortável do local que a máquina estava instalada. O jeito foi definir as prioridades para quem realmente estava precisando de concreto. Mas isso não foi motivo para os demais grupos ficarem desguarnecidos, a galera é esperta e claro que deram conta do recado buscando outras soluções.
16h30 – Uma grande roda se formou no meio do campinho, mãos dadas, danças coreografadas, discursos e até velinhas que decoravam um pequeno bolo de aniversário, foram apagadas em comemoração aos dois anos de Oasis. O “Mão na Massa” tinha terminado e dava lugar a alegria estampada em cada rosto cansado.
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Fotos: Isabela Carrari, Ânima Educação.
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Celebração (26/11/2011)
A Celebração do Oasis na Comunidade do Novo Lajedo deveria ser em alto estilo. Depois de todo o trabalho, dedicação, esforço, cooperação, nada melhor do que um jogo de futebol no mais novo estádio da cidade de Belo Horizonte.
09h – Bola rolando…
E com o resultado do trabalho, tinha gente brincando, sorrindo e feliz para todo lado.
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10h30 – Centro de lazer do Novo Lajedo construído. Com a palavra, Seu Jorge, presidente da comunidade do Novo Lajedo.
Valeu galera do Oasis, vocês são demais. Para quem está conhecendo agora e gostou, estaremos te aguardando no próximo. Fique com mais mais fotos do Oasis: Comunidade Novo Lajedo.
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2 comentários para “Oasis: Comunidade Novo Lajedo”







































































eu sou nicole sou moradora do novo lajedo e eu amei oque o oasis fez pr nos ,mas se o oasis for la dinovo eles vao ter uma grande decepiçao. obrigado OASIS
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Olá Nicole, tudo bem?!
Fico feliz e preocupado com seu comentário. O que foi que aconteceu para que nós tenhamos uma decepção?! Espero que tenha tido uma ótima virada de ano.
Abraços,
Leo
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